Acaso Inebriante.:

Um sábado qualquer de julho de dois mil e quatorze.

Não tive muita paciência para escrever ontem, apesar de estar demasiado de criativo, mas a vontade veio a surgir no fim de uma noite de domingo que beirava a madrugada para uma segunda com cheiro de ressaca.
Noite de sábado, saio do trabalho, semana puxada e exaustiva, pois a chegada do período politico é repleta de contratos de marketing para serem fechados e alguém deve gerir. Mas eu não tinha animo nem para digerir isso. Tiro o carro da garagem, folgo a gravata da camisa, ligo o som ao spotify e “play” no botão e giro a chave para que desse ignição a minha pequena fuga.
Chego ao shopping, o cara tipico que trabalha exaustivamente, que possui postura executiva e por isso sua solidão é maior que a de costume. Não paro de ouvir música um minuto, saiu do carro e vou viajar pelo shopping com fones de ouvido. Entro na livraria, alguns vendedores já me conhecem e me cumprimentam. Vou a prateleira que já tinha olhado alguns dias atrás. Pego meu livro e a primeira coisa que faço é cheirá-lo. Já cheirou um livro novo antes? Tenho o habito de sempre fazer isso, alguns acham estranho, mas aqueles vendedores já estavam acostumados com isso… Aquele livro de capa amarela tinha um cheiro da infância de 1996, o cheiro de massa de modelar. Confesso que nunca gostei, mas sempre mexi por curiosidade e pelo desejo de querer moldar algo.
A música termina e começa uma outra. Nightwish-Koulema Tekke Taitelijan, vem a sua imagem a minha cabeça, mas aprendi a moldar outros sentimentos para não me sentir vazio e mudar a forma do que costumava a sentir ao ouvir, mas me trás a lembrança de um livro a qual você desejava. Fui em busca à ele, galeria de psicologia, ele estava lá. Comprei e sair para ver o que a noite me aguardava naquele lugar.
Músicas e compras pairavam sobre mim e aos poucos eu ia dispersando todo o estresse do trabalho. Senti um pouco da vida de São Paulo naquele momento, correria da cidade grande, o fast food, os passeios no shopping sozinho só para tentar se livrar do tédio. Mas eu sabia que não estava só, havia alguém me aguardando, alguém que iria suprir o frio deste inverno, que iria suprir a solidão da minha alma desconsolada.
Checo se comprei tudo o que devia antes de acelerar o motor. Chego ao apartamento, abro a porta e tudo estava silencioso. Por um instante achei que fosse minha mente que estava ecoando o silencio. Mas ela estava ali deitada no sofá a me esperar, parecia um anjo, seu respirar era tão tranquilo que achei que estava morta. Sentei na poltrona ao lado do sofá, a cobri com paletó, ela agarrou e levou ao nariz. Apaguei as luzes e só deixei acessa a do abaju próximo a nós. Recostei a cabeça e fechei os olhos, nesse instante ela se recostara sobre mim e sussurrava: “vamos para cama?” aquilo ecoou em minha mente, e pensei que valeu a pena cada estresse se no fim eu iria descansar e haveria alguém para me esperar no fim do dia com um pouco de amor a doar.

-Um sábado de Julho 

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Qual o problema que tenho tendência a aprender somente errando?

Geralmente, eu chego em casa cansado. Jogo minhas roupas pelo chão do quarto e sento no sofá com aquela cara de acabado. Ela chega, me grita atenção e fala como uma doida de como foi seu dia. Eu fico entre um “uhum” e outro. Entre uma risada e outra. Mas fico com olhos e ouvidos bem atentos, como um menininho ouvindo uma história de uma heroína que salvou a cidade e ainda lembrou de passar no mercado para comprar meu iogurte predileto.

Ela me faz massagens quando eu peço. Mas só aceita fazer caso eu prometa fazer nela também. Ela trabalha, estuda, inova em seu visual, malha, prepara a comida e ainda arruma tempo para me amar e me pedir para levá-la ao cinema. Às vezes, eu penso como é louco o amor. No começo, eu passava noites em claro só para descobrir a melhor forma de conseguir ter um encontro com ela. E, hoje, ela é quem me convida. No primeiro encontro, eu passei quase duas horas inteiras me arrumando. Coloquei minha melhor roupa e me encharquei com meu melhor perfume só para agradá-la. Hoje, ela me acha lindo de moletom ou suado após o futebol.

Ela me espera. Ela fica ansiosa para me ver e me liga só para dizer que está com saudades. Ela diz que ama e que morre de tesão por mim. Ela me faz carinhos e arranhões que nunca tive e me beija o corpo inteiro. Quando briga comigo por ciúmes é por medo de me perder.

Ela é perfeita, mas não sabe.

O meu lado possessivo até acha isso bom porque no dia que ela perceber que ela é dez mil vezes melhor do que qualquer mulher nesse mundo, vai querer outro cara dez mil vezes melhor do que eu.

E há vários caras perfeitos por aí.

Mas não sei como, ela se encantou por minha barba mal feita, por minhas piadas sem graça e por meus olhos cansados.

Bendita a sorte a minha.

Até hoje, não sei o que falei para ter roubado a atenção dela. E, se um dia descobrir, falarei o dia inteiro. Trato-a como uma rainha tendo a certeza de que não sou merecedor de um lugar em teu altar. Mas me esforço tanto que ela acha graça até das minhas imperfeições.

Você já parou para pensar na sorte que tem em ser o sonho da mulher dos seus sonhos?

O que eu queria mesmo, no fim dessa conta -e desde o começo dela, era poder desejar o amor um pouco mais sóbrio. Não quadrado, não desses amores cinzas, que pasmam quem os cultiva e os deixam sem reação. Porque nem consigo concordar que seja amor. A emoção é fundamental, essencial e indispensável. Acho imprescindível que o amor seja sentimento dotado de leveza, mas capaz de vibrar os neurotransmissores intensamente. E desejar que o encanto não enebriasse tanto, mas, sincera e incontrolavelmente, eu prefiro me entorpecer de amor do que me entorpecer pra amar. Faz algum sentido?

Um simples carinho às vezes derruba todas as minhas teorias.

Nunca mais nos vimos.

Eu estava sentado lendo enquanto você separava os fios de cabelo, cantarolando uma canção qualquer entre os lábios, nem lembro quanto tempo faz. Poderíamos estar fazendo qualquer outra coisa; lendo juntos, ouvindo aos discos do John Mayer juntos, sentados no chão do quintal comendo tangerinas no frio do outono juntos, mas de todas as opções possíveis, optamos – e não fazia pouco tempo – colocarmos um abismo profundo e tedioso entre a gente. Daí me veio a esperança de que um dia você voltasse, com aquelas pintinhas de sol no rosto vermelho e todos os sonhos do mundo na sua mochila velha de couro. Que preenchesse aquele espaço cinza entre as poltronas antigas e aqueles dois estranhos íntimos fingindo viver juntos – nós dois. Esperança de que houvesse novamente bilhetes no espelho do banheiro, do sexo com roupas no chão da sala não premeditado. Esperança de que ela estivesse ali entre nós, a vontade, o tesão, o ódio, a moralidade reduzida a nada, e jogasse os pratos de porcelana barata de novo em mim, por puro ciúme.

Eu poderia ter me levantado e te dado um beijo sem aviso, te arrancando o fôlego só pelo desespero do nosso incômodo silêncio. Talvez você me olhasse como quem não entendeu nada e retribuísse, mas tive receio. Há algo de muito errado quando existe o receio de incomodar alguém amando; isto deveria ser um sinal nítido do fim de todas as coisas. Quando ela, a confiança decidiu ir embora da nossa relação, decidimos desafiar a natureza dos sentimentos e achar que tudo poderia continuar gravitando ao nosso redor, mas foi tudo ruindo, pouco a pouco, caindo e se quebrando; irremediavelmente nos abandonamos. Nos tornamos aqueles casais agridoce nos restaurantes e cinemas; anestesiados. O que foi feito do amor? Me levantei então e guardei o livro. Passei por você como alguém passa por um velho amigo de colégio e fui em direção a porta do quarto. Não precisamos dizer nada um ao outro, mas ambos sabíamos que naquele momento um adeus seco ecoou pelo corredor. Você olhou pra trás e fez menção de dizer algo e então se deteve. Fim. Me lembrei de você porque começou a tocar ‘ Your Body is a Wonderland’ – lembra? Eu me lembro. E olhando pro porta retrato tive a sensação de te ver ali naquele balanço de pneu velho, gargalhando. Olhei mais de perto e então engoli indigesto o sorriso, percebi sem querer que se tratava de outra pessoa estranha. Arrumei meus óculos e sem querer disse muito dissimuladamente, mas não tanto que eu não percebesse – ‘Nunca mais nos vimos.’ – É, nunca mais.

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Aí você se depara com uma foto numa noite fria e solitária. Mil coisas passam na mente, várias lembranças, os votos, as confissões, o sorriso e um amor. Lembranças é como se afolgar num mar de saudades.
Dia dos amigos

As coisas se sucedem, a gente muda com a gente e com os outros. Saímos do colégio franzinos e vamos à vida. Largamos os encontros diários das possíveis amizades, e cada vez mais os amigos viram colegas e os colegas possíveis conhecidos. Alguns casam, outros viajam, trabalham muito ou criam em si uma mentalidade de uma senhora de setenta anos.

Apesar de todas essas mudanças quero continuar com os mesmos valores, os mesmos sonhos e ser imune as mudanças que sociedade tentará me impor. Prometo, pra mim, que sempre serei eu, simples, bobo e articulador de todas as minhas virtudes com um sorriso no rosto.

Espero também não ouvir de ninguém que mudei. Sei que os tempos ficam escassos, os amigos raros, as felicidades dribladas nos cotidianos cada vez mais rotineiros e os trabalhos incessantes. A gente cresce e muda de opinião, de amigos, de vivências… Mas não podemos mudar de essência. Espero ter maturidade para continuar sempre assim. Mesmo quando eu conquistar o mundo ou coração de alguma louca por aí.

Amigos, daqueles que são possíveis de contar até na mão esquerda do Lula, deixo aqui escrito um texto atemporal. Algo que tem como objetivo deixar a nossa amizade forte e intacta, e que quando eu, por um acaso ou por uma louca vestida de tenista, me desviar do que sempre fomos, venham aqui e puxem a minha orelha.

Peço desculpas pelos momentos que faltei nas viagens programadas, ou quando peguei no pé de vocês para largar a namorada pentelha e vir comigo para alguma jornada louca das minhas. Peço desculpas com as piadas bestas regadas de pouco esmero e muita sacanagem. Peço desculpas pelas ligações bêbadas durante a madrugada com histórias de pouca compreensão. Peço desculpas pelo ímpeto arredio e pela cara de bunda quando, sem motivos genuínos, não me deixavam ficar no ataque durante o nosso religioso futebol do final de semana.

Apesar dos pesares espero que as nossas desavenças tenham sido agregadoras de fortalecimento. Então, caso um dia eu não esteja mais aqui lembrem desse texto. Pois além de ser charmoso, acho que seria bem a minha cara deixar um testemunhal sensual desses. Quero poder vê-los sempre que possível para bebermos – sem maturidade alguma – e lembramos das histórias que trilhamos juntos. E assim espero nunca trocar os meus amigos pelos meus amores. Sejam eles o meu trabalho ou as mulheres.

TOC

A primeira vez que a vi… Tudo na minha cabeça ficou quieto. Todos os tiques, todas as imagens constantes passando simplesmente desapareceram. Quando você tem Transtorno Obsessivo-Compulsivo você realmente não tem momentos tranquilos. Mesmo na cama eu estou pensando “Será que tranquei as portas? Sim. Será que lavei as mãos? Sim.”. Mas quando a vi, a única coisa que eu conseguia pensar era na curva delicada dos seus lábios… Ou no cílio na bochecha. Eu sabia que tinha que falar com ela. Eu a convidei para sair seis vezes em trinta segundos. Ela disse que sim depois do terceiro, mas nenhum deles parecia certo, então eu tinha que continuar. Em nosso primeiro encontro, eu passei mais tempo organizando a minha comida por cor do que comendo, ou falando com ela… Mas ela adorou. Ela adorava que eu tinha que beijá-la dezesseis vezes antes do adeus ou vinte e quatro vezes se era quarta-feira. Ela adorava que demorava muito tempo para ir para casa por causa das rachaduras na calçada. Quando fomos morar juntos, ela disse que se sentia segura porque ninguém jamais nos roubaria já que eu definitivamente tranquei a porta dezoito vezes. Eu sempre olhava sua boca quando falava. Quando ela disse que me amava sua boca se curvava nos cantos. A noite ela deitava e ficava me olhando enquanto desligava as luzes. Desligava e acendia, desligava e acendia. Ela fechava os olhos e imaginava que os dias e as noites passavam em frente a ela.

Algumas manhãs eu começava a beijá-la mas ela apenas saía porque eu a estava atrasando para o trabalho… Quando eu parei na frente de uma rachadura na calçada, ela apenas continuou andando… Quando ela disse que me amava sua boca era uma linha reta. Ela me disse que eu estava tomando muito do seu tempo. Na semana passada ela começou a dormir na casa de sua mãe. Ela me disse que não deveria ter me deixado ficar tão apegado a ela, que a coisa toda foi um erro mas… Como pode ser um erro que eu não tenha que lavar as mãos depois de tocá-la? O amor não é um erro e está me matando que ela pode correr disso e eu não. Não posso! Não posso sair e encontrar alguém novo porque sempre penso nela. Normalmente, quando fico obsessivo sobre as coisas, eu vejo germes se esgueirando na minha pele, vejo-me esmagado por uma sucessão interminável de carros… E ela foi a primeira coisa linda ao qual eu já fiquei preso. Eu quero acordar todas as manhãs pensando na maneira como ela segura o volante. Como ela gira os botões do chuveiro como se estivesse abrindo um cofre. Como ela sopra as velas. Agora, só penso em quem a está beijando. Não consigo respirar porque ele só a beija uma vez, ele não se importa se é perfeito! Eu a quero tanto de volta… Deixo a porta destrancada. Deixo as luzes acessas.

S.A.L.A.D.A

Sentei outro dia desses naquele banco no fim da sua rua. Não se preocupe, não fui te perseguir nem nada do tipo, já passei dessa fase humilhante do fim da minha autoestima. Apenas passei caminhando pelo seu bairro e quando vi aquele banco sujo de lodo e com aquela pichação de amor adolescente, senti que precisava me sentar ali de novo. Nostalgia pura, uma patologia minha. Novamente te alerto que não estava sofrendo; não se preocupe. De certa maneira letárgica, nem sei o que eu sentia de fato. Mas sabia que precisava me despedir de você. Ficou essa impressão errada sobre mim, de que no fim de tudo eu fui cruelmente vitimizado pela sua indiferença e desdém, mas creio que ambas as partes foram terrivelmente machucadas ao longo do processo, então aqui sentado nesse banco gostaria primeiramente de te perdir desculpas.

Me perdoe por ser um tanto quanto inconstante e por às vezes indiretamente menosprezar a natureza do seu afeto. Você sempre foi muito melhor que eu em dizer coisas bonitas, citar Carpinejar, de me dar apelidos desastrosamente fofos. Eu fingia odiar, mas sempre estranhava quando você me chamava pelo nome. Me perdoe por nos colocar constantemente dentro de uma roleta russa; deve ter sido um tanto quanto exaustivo. Parece bobo, mas desculpe por não te fazer as massagens que você me pedia aos domingos de manhã, eu não estava tão cansado assim, era preguiça mesmo (me desculpe a sinceridade). Não sei quem você esperava que eu fosse, mas me perdoe por não cumprir o requisito. Digo isso porque tentei jogar com a verdade de mim, de enfatizar que amava coca-cola zero e nem saber se era mesmo a minha preferida, por pura birra, mas veja bem, eu nem sei mais se menti só pra você ou se criei esse personagem impenetrável, cheio de barreiras contigo só pra me proteger. Barreiras de areia praiana, como você pôde notar; ruíram tão cedo quanto eu me percebi perdido nessas imensas camadas sobre mim. Veio você com a sua confiança restaurada e me colocou de volta no chão. Não, não peça desculpas a mim por isso, alguém precisava desfazer esse nó. Obrigado por ter sido inexoravelmente doce e cruel. Você fez bem em não atender as minhas dúzias de ligações.

Sentei aqui para pensar sobre nós porque me dei conta de que é muito mais fácil limitar a verdade do fim de uma vida a dois colocando a culpa em outrem. Beber garrafas de vinho chorando no ombro de amigos e enfatizando o quanto – ‘Você nem sequer respondeu as minhas mensagens!’ – esmiuçando detalhes da sua frieza e soberba castração do meu coração frágil e delapidado. Fácil, porém não verdadeiro. Você também não foi essa candura santificada de pessoa e Deus sabe os bocados que passei te tolerando, mas decidi fazer o caminho inverso dessa vez. Ao invés de me alimentar diariamente do sabor amargo e venenoso da mágoa, ruminando nossos diálogos homicidas, decidi te dar um abraço e te desejar sorte na vida. Um beijo na bochecha talvez, em homenagem aos bons tempos.

Te vi cruzando a rua de mãos dadas semana passada, na esquina daquele restaurante onde a gente almoçava sabe? – Eu como lá sozinho às vezes, só pelo hábito, e converso mentalmente com você sobre o filme da tela quente. Me perguntei se você também levava seu novo amor pra divagar suas críticas artísticas na mesa do fundo, à esquerda, acho que por isso me contorci todo dentro do meu cachecol e me escondi de vergonha e ciúmes quando os vi. Que sentimento mais intransigente! Esqueça isso, foi por um momento só, já estou bem. Como disse, eu precisava te pedir desculpas, mas me dei conta agora, olhando pra casa de portão amarelo de frente com a sua, que eu estou aqui na verdade perdoando a mim, tirando esses kilos de constatações a meu respeito dos ombros. Mais leve me levantei e olhei pra pichação no banco – Duh & Yasmim ‘S.A.L.A.D.A’ – O que significava mesmo essa sigla? Nem me lembro mais. De qualquer forma, com o coração um pouco mais leve olhei de novo pro pé de jaboticabas na sua calçada e te disse adeus. Me veio essa lembrança besta de você correndo do portão pra pular em cima de mim. Desejei ao Duh e à Yasmim uma sorte melhor que a nossa então. Está aberto o edital para irremediavelmente quebrarem meu coração novamente.

16/07/2014

Na tempestade com você

Dava pra saber só de olhar nos olhos teus que a gente acabaria junto. Dava pra sorrir de longe e saber que dançaríamos o mesmo passo. E só de ouvir aquela música, da nossa banda favorita, eu já sabia, sairíamos de mãos dadas e sorrisos largos. Eu juro, só de te olhar eu já sabia que meu coração era pra você. E a paz que me traria ouvir sua voz todo dia. Se todo dia, ao amanhecer, eu acordar com seu “bom dia”. Aqui ou no Paraná, eu preciso te dizer, amor. Estou pronto e quero ficar com você. E eu sei, vai ser difícil viver. E eu sei, vai doer e até mesmo, um dia ou outro, a gente pode achar que é impossível e só de sorrir, o medo já vai ter sumido. Mas estou disposta a enfrentar a tempestade. Estou disposta a encarar a saudade. Isso tudo porque Estou pronta e quero ficar com você.

TE VI ONTEM

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Te vi ontem. Tirei uma foto com o olhar e guardei num álbum moldado aqui no meu peito. Cantei um trecho daquela música e senti o vento mudar de direção. É teu efeito. Você não sabe que eu te vi. A verdade é que estava linda. Te olhei umas três vezes antes de partir dali. Lembrei de quando me deixou. Você usava o mesmo vestido branco. Se têm duas coisas que não esqueço é a sua feição leve e teu vestido branco. Cruel! Sequer teve a consideração de chorar e ir de preto ao enterro do nosso amor. E quem não se importa com a morte, tampouco se importa com a vida. Teu adeus judia demais.

(…)

Mas hoje finalmente entendi: estou em paz. Te vejo e canto sobre ti sem considerar o mal que isso faz; talvez porque não faça mais. Nem um pouco. Nunca mais.