Acaso Inebriante.:
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Hoje oro a Deus para que me dê forças para continuar, pois a maturidade da vida não há tanto brilho quanto imaginei. Peço que me dê forças para continuar neste emprego até conseguir um melhor, este só me estressa e me causa fadiga física e psicológica.
Dai-me forças ó Senhor, pois na minha fraqueza a raiva e o desgosto florecem com o desejo de jogar tudo para cima e abdicar de tudo pela paz de espírito.

15/09/2014- Esperando a empresa abrir

O Jogo de Cartas

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De modo bastante peculiar, a necessidade de excitar a vontade revela-se na invenção e na preservação do jogo de cartas, que constitui a expressão mais autêntica do lado lastimável da humanidade.
Em todos os países, a principal ocupação da sociedade tornou-se o jogo de cartas: este é a medida do valor dessa sociedade e a falência declarada de todos os pensamentos. Uma vez que tais pessoas não têm pensamentos para trocar, trocam cartas e buscam tirar florins umas das outras. Ó estirpe miserável!
O jogo de cartas exerce uma influência desmoralizadora. O espírito do jogo consiste, de fato, em usar de todos os métodos, golpes e truques para tirar do parceiro o seu dinheiro. Entretanto, o hábito de proceder de tal forma no jogo enraíza-se, estende-se para a vida prática, de modo que, pouco a pouco, o indivíduo passa a aplicar os mesmos princípios para decidir o que é dele e o que é do outro, e a considerar lícito desfrutar de qualquer vantagem que se tenha em mãos, contanto que seja legalmente permitido.

Você precisa de alguém para ser feliz?

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Será que é mesmo impossível ser feliz sozinho? E, mesmo em um relacionamento, seu parceiro é o único motivo para sua felicidade? Muitas pessoas tendem a creditar no outro a razão para serem felizes, e talvez este seja o motivo de tanta frustração. São solteiros que querem desesperadamente namorar e casais que aprisionam o parceiro como se fosse uma bicicleta. Há uma onda desenfreada de carência que destrói tudo o que encontra pela frente, de uma simples paquera a um relacionamento.

Há um clichê que diz que preferimos nos interessar por quem não se interessa por nós. Ou seja: rejeitamos aquele que rasteja aos nossos pés. Escolhemos o que é mais difícil, primeiro porque somos um pouco masoquistas; segundo, porque é mais gostoso conquistar do que ganhar. Excluímos pessoas carentes, pegajosas, implicantes do nosso convívio unicamente por serem chatas. Será que você é esta pessoa e ainda não percebeu?

Ouço histórias de namorados que proíbem o parceiro de sair com os amigos, de visitar a família, de conversar com mulheres/homens solteiros e toda sorte de restrições que penso até quando o prisioneiro resistirá a essa condenação. Do lado oposto da balança, solteiros que exigem atenção de pessoas que conheceram na noite anterior, que forçam uma situação constrangedora unicamente para se sentirem especiais para alguém. Qualquer alguém.

Ser feliz sozinho é pré-requisito para ser feliz acompanhado. Acredito que a carência desenfreada, tanto na vida de solteiro quanto em um relacionamento, surge quando estamos mais empenhados em fazer o outro feliz – seja quem for esse outro – do que nós mesmos. Não tenho a pretensão de escrever um texto de autoajuda ensinando como ser feliz sozinho, até porque não existe um manual de instruções ou uma receita de bolo. Para ajudar: certa vez ouvi de um psicólogo uma pergunta e penso nela diariamente: “O que você fez de bom para você hoje?”.

Torne-se interessante para o seu parceiro e, principalmente, para você mesmo.

Sempre chega a hora em que o coração pede abrigo

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“Eu quero a sorte de um amor tranquilo, com sabor de fruta mordida […]“. Um desejo tenaz clichê entoado por vozes como as de Cazuza, Cássia Eller, Bethânia e Gal, mas de um significado tão presente no peito de muita gente. Nem precisa ser a idealização de um amor romântico para viver esses versos, mas tem horas que tudo o que buscamos é o mais puro sossego de um coração embalado por várias das canções melódicas que se pode tocar nas rádios.

Sabe aquela hora em que olhamos para dentro de nós e vemos um coração cansado de envolvimentos efêmeros? Sexo pelo puro prazer do sexo, em que mãos, pele, suor, tesão e atração se misturam é sensacional. Mas e o dia seguinte? Bate aquela vontade de curtir uma preguicinha boa, ouvindo Bob Dylan invadir o quarto, enquanto as cobertas voltam a disfarçar o vento frio que teima em entrar pela fresta na janela. E é lá, por debaixo dos lençóis, que sente-se toda a diferença. Aquele encaixe perfeito de braços, pernas e quadris que aquece os corpos, em que, maior que o tesão, a paixão fala mais alto.

São as pequenas coisas que fazem mais falta. Uma mensagem no meio da tarde só para dizer que sentiu saudade; a pipoca e o filme num sábado à noite e, entre um punhado e outro, um beijo com sabor de um doce sorriso salgado; as viagens de fim de semana à praia, ao campo, ao céu; até mesmo os ciúmes que nunca chamamos de ciúme, mas de “tô abrindo seu olho porque essa pessoa está afim de você!”

Tem momentos que só o que precisamos é a certeza de poder contar com alguém que possa enxugar nossas lágrimas, dividir nossas alegrias e brindar nossas conquistas. E isso sem precisar pedir nada em troca. A doação já é mútua e natural. O entrelaçar dos dedos num inocente passeio de domingo no parque já é prova maior daquilo que precisamos para ligar nossos corações.

O prazer de contemplar o mundo a dois, caminhando sem pressa, dividindo a vida, o travesseiro e os sonhos, é o que faz querer dar esse sossego ao peito e, a partir daí, “transformar o tédio em melodia”. Chega uma hora que o coração pede abrigo.

Minhas primeiras impressões da vida de estudante ligam-se a uma vasta e extravagante casa do estilo elisabetano, numa aldeia sombria da Inglaterra, decorada de numerosas árvores gigantescas e nodosas e da qual todas as casas eram excessivamente antigas. Parecia, na verdade, um lugar de sonho, essa velha cidade venerável, bem própria para encantar o espírito. Neste momento, mesmo, sinto na imaginação o estremecimento do frescor de suas avenidas profundamente sombreadas, respiro as emanações de seus mil bosques e tremo ainda com uma indefinível volúpia à nota profunda e surda do sino, rompendo, a cada hora, com seu rugir súbito e moroso, a quietude da atmosfera sombria na qual se enterrava e adormecia o campanário gótico todo denteado.

(…)

"Encerrado entre os muros maciços dessa escola venerável, passei contudo, sem tédio ou repulsa, os anos do terceiro lustro de minha vida. O cérebro fecundo da infância não exige um mundo exterior de incidentes para o ocupar e divertir e a monotonia, aparentemente lúgubre, da escola, era repleta de excitações mais intensas do que todas as que minha juventude, mais amadurecida, exigiu à volúpia, ou minha virilidade, ao crime. Entretanto, julgo dever dizer que meu primeiro desenvolvimento intelectual foi, em grande parte, pouco comum e até mesmo outré. Em geral, os acontecimentos da existência infantil não deixam sobre a humanidade, chegada à idade madura, uma impressão bem definida. Tudo é sombra, cinza, débil e irregular recordação, confusão de fracos prazeres e desgostos fantasmagóricos. Comigo isso não aconteceu. Devo ter sentido em minha infância, com a energia de um homem feito, tudo o que encontro hoje gravado na memória em linhas tão vivas, tão profundas duráveis como os exergos das medalhas cartaginesas.

— William Wilson (1839).

Obra: A Boy with a Lesson-book (1757) Jean-Baptiste Greuze (1725-1805).

"Quase todos os homens são capazes de suportar adversidades, mas se quiser por à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder."

Abraham Lincoln

Um dia você acorda pensativo, e já não se gosta tanto. Senta na cama, pensa e repensa, no corpo e na mente, no equilíbrio, pensa até nas pessoas. Se sente insatisfeito, perder ou ganhar peso, o ombro, o cabelo. Os olhos ardem, o dia se mostra terrível, repetitivo, terrivelmente repetitivo. Um dia você acorda, e pensa em coisas que não costuma pensar, no sol, no ar, na água contaminada que escorre pelas torneiras, no cigarro, no álcool, nos vícios, e pensa até na morte. Até que ano vamos durar? Pra qual direção estamos nos movendo? Você pensa no lixo, no barulho poluído, nas suas razões, nos carros, nas pessoas dentro dos carros, cria anagramas confusos e vai deixando pela metade, projetos, amores, Jesus e o Diabo. Você se sente cansado, e cada vez sabe menos sobre o que acontece, ou como pensar, ou como parar de pensar. Quanta bobagem, isso nunca tem um fim, porque sempre estaremos errando e nos cansando dos erros, pensando sobre as mesmas coisas que acontecem da porta pra lá, criando expectativas que nos deixarão frustrados ou felizes, até que não tenha mais o que consertar, ou algo sobre se pensar. Ou até que deixemos de existir.

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A cura

Acostume-se com o fato do amor estar em tudo. Na fila de um banco, na padaria ou dentro das escolas. Você vai encontrar o amor quando ver um jovem casal sorrindo ao caminhar de mãos dadas ainda com o uniforme do colégio, vai percebê-lo quando um neto der o lugar a sua avó no ônibus ou quando um pai abraçar ternamente a filha que sentou-se em sua coxa e fielmente acreditou que aquele era o lugar mais confortável do mundo. Não adianta você negar e dizer que não confia ou não acredita no amor. Porque aquele bolo de chocolate que sua mãe fez para arrancar-lhe um sorriso é puro amor. Porque aquela vez em que seu melhor amigo bateu a porta do seu quarto chateado por algo que você disse sem pensar, aquilo também era amor. A lágrimas que você derramou e só o seu travesseiro conseguiu absorvê-las também era amor. A questão não é o que machuca e sim o que cura. Se tem uma frase que faz sentido na minha cabeça, sem dúvidas, é que o amor cura. Porque é o que ele faz. Não digo homem e mulher, cama e edredom. Esse ai também cura, mas é outra história. Eu falo sobre aquele beijo no joelho que sua mãe dava e prometia sarar. Eu digo sobre o abraço terno de uma tia que se preocupa de verdade com você ou por amigos que são capazes de ficar na sua casa em um sábado de verão pelo simples fato de você não poder sair porque aquela sinusite atacou e você não consegue andar de dor de cabeça. Esse é o amor que cura. Cura feridas, sinusite, sábados tediosos e domingos duas vezes mais. É o amor que cura os outros amores que vacilaram e se perderam. É o acreditar outra vez que te faz amar. Não me entenda mal, isso não é mais um discurso de positivismo para você levantar da cama e recomeçar sua vida. Isso é mais um discurso para te acostumar com a verdade. Não dá pra fugir do amor que sua mãe coloca na comida que ela faz, logo não é possível fugir de algo que você tem tentado fugir. Você tem gastado suas forças de forma errada, desculpa pela sinceridade, mas não vai rolar. Bate de frente e aceita que as doses diárias que você recebe estão por toda parte e é mais fácil baixar a guarda do que levantar muralhas que depois vão te dar um trabalhão para serem derrubadas. Todas as vezes que eu resolvi negar, me arrependi. Todas as vezes que tentei lutar contra algo que chega e bate o pé dizendo que vai ficar e não tem quem tire, eu perdi. Não dá pra lutar com a verdade e com o instinto: você nasceu sim para viver um grande amor. Por mais errado que tudo tenha dado, por mais errada que sua história possa parecer, ainda assim, existe amor nela. E sempre vai existir. Abre os olhos, veja quantos atos de amor você recebe durante as 24 horas do seu dia. Digo e repito que o amor cura porque me curou. Porque me cura todos os dias e eu faço questão de deixar com que ele seja o melhor remédio de todos e sem contraindicações.

Temos essa ânsia de amar e o medo de não sermos amados. Por tantas vezes não nos permitimos a entrega ao que chega, pelo simples receio de que não vai dar certo. Mas como? Como ter certeza disso? Não há… somos fracos por natureza, somos reféns de nossas decepções, de nossas angústias. Ao mesmo tempo somos algozes do amor que poderia vir para nós, mas não deixamos se aproximar. Fechamos as portas, as janelas… nem mesmo uma fresta para que o Sol entre de mansinho em nosso quarto, nem mesmo uma brecha para que os pingos de chuva possam molhar nossos rostos. Que nos vistamos de nosso melhor sorriso sempre para que chegue a nós todo o amor que merecemos.
O Efeito do Tempo e a Mutabilidade das Coisas


Deveríamos ter sempre diante dos olhos o efeito do tempo e a mutabilidade das coisas, por conseguinte, em tudo o que acontece no momento presente, imaginar de imediato o contrário, portanto, evocar vivamente a infelicidade na felicidade, a inimizade na amizade, o clima ruim no bom, o ódio no amor, a traição e o arrependimento na confiança e na franqueza e vice-versa. Isso seria uma fonte inesgotável de verdadeira prudência para o mundo, na medida em que permaneceríamos sempre precavidos e não seríamos enganados tão facilmente. Na maioria das vezes, teríamos apenas antecipado a ação do tempo. Talvez para nenhum tipo de conhecimento a experiência seja tão imprescindível quanto na avaliação justa da inconstância e mudança das coisas. Ora, como cada estado, pelo tempo da sua duração, existe necessariamente e, portanto, com pleno direito, cada ano, cada mês, cada dia parecem querer conservar o direito de existir por toda a eternidade. Mas nada conserva esse direito, e só a mudança é permanente.

Ninguém deve nada de si mesmo à alguém. Nem tempo, nem atenção. Estive pensando, as pessoas tem tendencias a se tornarem legítimas sanguessugas, procuram o que é confortável, e vão levar tudo de você. Eles nunca deixam nada além de tempo perdido, e suas dúzias de problemas que pouco importam. Não há conclusão. Estamos presos nesse ninho, é inevitável. Você será usado. Vão parecer bons amigos com boas falas, mas é tudo decorado, o mundo é um saco de falsidade, e sem que você note, vão espremer sua mente igual uma laranja para beber suas ideias. Uma hora você não terá mais nada que possa saciar essa sede infinita que engole o universo, isso tratá irritação, que mais tarde se transformará em ódio. Você se sentirá feliz por estar longe de todos, por não aguentar o peso de explicar o que é ser uma casca vazia e cheia de dúvidas. Talvez você se torne mais um dos que usam as pessoas como válvula de escape para preencher a alma que te roubam. Se você resistir a isso, mesmo que te falte algo, você estará sempre um passo a frente. Se tornará uma pessoa melhor. E terá o prazer de dizer que já não tem tempo pra se tornar o objeto que escuta e sorri. Foda-se todos, ter problemas não nos dá o direito de entupir os ouvidos alheios de pessoas que mal conhecemos, como se estivessem nos fazendo um favor. O melhor favor é deixar as pessoas em paz, e parar de roubar aquilo que não se pode devolver.
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